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Violência contra o idoso

O etarismo é um dos grandes desafios enfrentados globalmente pela sociedade moderna, como resultado do aumento da expectativa de vida e o consequente envelhecimento da população. Um dos pontos centrais do etarismo é a discriminação e o preconceito com idosos, desvalorizando e os excluindo da sociedade.

 

A questão é tão séria que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a criar o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, em 2006, pois uma das consequências do etarismo é o aumento constante de casos de agressão envolvendo idosos.

Apenas de janeiro a maio de 2023, o Disque 100, da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, recebeu 47 mil denúncias e registrou 282 mil violações referentes às pessoas idosas. Identificar o tipo de violência sofrida pelos idosos é muito importante, pois auxilia no registro e encaminhamento da denúncia às autoridades competentes, mas somente isso não é o suficiente para coibir e reduzir a quantidade de casos que não param de crescer, sem se levar em conta a quantidade de subnotificações.

Tipos de violência contra o idoso

A violência contra a pessoa idosa pode ser exercida de diversas maneiras e podem ser visíveis, através de lesões físicas, ou ações invisíveis que causam sofrimento e dor sem lesões físicas. Segundo o Ministério da Saúde os tipos mais comuns de violência contra a pessoa idosa, são assim descritos:

 

Violência Física: atos que provocam intencionalmente qualquer tipo de lesão corporal.

 

Violência Psicológica: ações deliberadas que levam ao sofrimento emocional, sendo as mais comuns: negligência, desprezo, ameaças, agressões verbais e agressões à autoestima.

 

Violência Sexual: ações que obriguem qualquer pessoa a ter interações sexuais ou utilizarem da sexualidade, com fins de lucro, submissão, vingança, dentre outras.

 

Violência Moral: está relacionada a diversos tipos de agressões verbais, como: calúnias, difamações e injúrias.

 

Discriminação: comportamentos e ações discriminatórias, com cunho ofensivo e desrespeitoso em relação a qualquer característica física, condição financeira, estado de saúde etc.

 

Abuso financeiro e Violência patrimonial: são ações deliberadas que provoquem perdas e/ou danos financeiros, desde roubos e furtos, destruição de patrimônio ou de qualquer outro tipo de bem pertencente ao idoso.

De acordo com investigações sobre os tipos de violência, em base aos dados de registro das denúncias, a negligência é o tipo de violência mais comum, seguido pela violência psicológica, abuso financeiro e depois a violência física. De acordo com o relatório anual divulgado em 2019 pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), existe uma relação de convívio familiar entre o suspeito de violência e a vítima. Em torno de 65% dos suspeitos são filhos da vítima, por isso, acredita-se que o número de casos é muito superior.

 

Saiba como denunciar 

As denúncias de violência contra a pessoa idosa podem ser feitas pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos). O atendimento é realizado diariamente, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana. Denúncias também podem ser feitas pelo aplicativo Proteja Brasil, para a Delegacia Online da Polícia Civil do seu estado, e ligando para a Emergência Policial – DISQUE 190 – Polícia Militar. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

 

Uma população em envelhecimento constante

De acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa no Brasil chegará a 76 milhões em 2050, o que corresponderia a 29% da população. Claramente este envelhecimento da população é um dos grandes desafios para governantes e sociedade, visto que muitos familiares e setores da sociedade não sabem como lidar com pessoas idosas.

Talvez um dos caminhos para mitigar esta situação seja a promoção de medidas educativas em torno da questão do envelhecimento saudável, mobilizando os mais diversos setores da sociedade em cuidados para a população idosa, visando contribuir para criar um ambiente familiar saudável e sem violência.

 

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“Existem muitas oportunidades de manter a cabeça fora da água e poucas oportunidades de mudança de vida. Essa proporção, em última análise, faz muita gente desanimar.”

 

luizalves - fundador da Associação Bemquetequero

 

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